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O mundo paralímpico de olho no Brasil. Vinte nações competem em SP

Andrei Kampff

2020-04-20T19:10:00

20/04/2019 10h00

O esporte paralímpico é um dos orgulhos do Brasil.

Vivemos de conquistas que mostram não só superação e talento dos atletas, mas também organização e preparo das entidades esportivas.

Além de trabalho e estudo permanente, o calendário é repleto de competições importantes.

Na próxima semana, o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, receberá, de 25 a 27 de abril, o Open Internacional de Atletismo e Natação 2019. Mais de 600 atletas estarão em ação, sendo 243 na piscina e 358 na pista e no campo de atletismo, nesse que é o maior evento dessas modalidades que o Brasil receberá em 2019. Ao todo, 20 países enviarão representantes. No segundo semestre, haverá ainda os respectivos mundiais e a disputa dos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru.

O campeonato é uma oportunidade para os atletas obterem marcas e atingirem os índices estabelecidos pelo Departamento Técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) como critério para a escolha dos representantes brasileiros nos Mundiais. Para os nadadores, o Campeonato Mundial será entre os dias 9 e 15 de setembro, em Londres. Já o Campeonato Mundial de Atletismo está programado para ocorrer de 7 a 15 de novembro, em Dubai.

O Brasil estará representado pela Seleção Brasileira de cada modalidade. Vale ressaltar que o evento faz parte do Grand Prix de atletismo e da World Series de natação, que são circuitos organizados pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês). As seleções também terão a concorrência de atletas de clubes nacionais que atingiram os índices estabelecidos para obter a classificação ao Open.

Grandes nomes do Movimento Paralímpico nacional estarão no evento internacional. O paulista Daniel Dias, da classe S5, maior medalhista paralímpico brasileiro, detentor de 24 pódios, é o principal destaque na natação. Pelo atletismo, estarão presentes o paraibano Petrúcio Ferreira, ouro nos 100m e prata nos 400m da classe T47 (amputação de braço) nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e o paulista André Rocha, medalhista mundial da classe F53 (cadeira de rodas).

Nas disputas do atletismo, nomes estrangeiros relevantes como a cubana Omara Durand, campeã paralímpica e recordista mundial da classe T12 (baixa visão), e o chileno Christian Valenzuela, campeão mundial da classe T11 (cego total), competirão com os principais brasileiros em atividades.

Já na piscina, destaque para membros da delegação chinesa – que usualmente lidera o quadro geral de medalhas da modalidade nos Jogos Paralímpicos. Guizhi Li, campeã paralímpica dos 50m livre S11 (cego total), e Bozun Yang, também da classe S11, detentor de 14 medalhas paralímpicas, estarão em ação.

África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Honduras, Índia, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela são os países participantes do Open. No ano passado, 13 nações haviam sido representadas na competição.

Sobre o autor

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós-graduando em Direito Esportivo e conselheiro do Instituto Iberoamericano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro “#Prass38”.

Sobre o blog

Não existe esporte sem regras. Entendê-las é fundamental para quem vive da prática esportiva, como também para quem comenta ou se encanta com ela. De uma maneira leve, sem perder o conteúdo indispensável, Andrei Kampff irá trazer neste espaço a palavra de especialistas sobre temas relevantes em que direito e esporte tabelam juntos.

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