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Brasileiro de Counter Strike mostra que eSport chegou a outro patamar

Andrei Kampff

27/07/2019 07h00

Vem aí, o Campeonato Brasileiro de Counter-Strike.

O evento mostra como o esporte eletrônico tem assumido outro patamar mercadológico no Brasil.

Por que?

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O Nicholas Bocchi, advogado especializado em direito esportivo e colunista do Lei em Campo, explica.


O anúncio do CBCS (Campeonato Brasileiro de Counter-Strike), organizado pelo Grupo Globo e pela DCSet, deve ser visto como um divisor de águas não só no eSport brasileiro, como também na indústria esportiva como um todo.

O investimento chegou!

Já foi abordada com mais detalhes a forma como as desenvolvedoras, donas dos jogos, organizam seus cenários esportivos aqui no Lei em Campo.

Naquela ocasião explicamos que a Valve, detentora do Counter-Strike, é uma desenvolvedora que foca em sua atividade econômica primária, que é a criação e atualização de seus jogos, enquanto vende a outras empresas os direitos de organizar as competições.

Esse posicionamento mercadológico sempre fez com que o Brasil não contasse com competições nacionais relevantes pela falta de investidores, apesar de ter diversos jogadores profissionais no topo do ranking mundial e um número inacreditável de fãs.

Com o crescimento do eSport no Brasil como um todo, impulsionado por outras modalidades, o investimento finalmente chegou. E chegou forte.

O CBCS terá o tiro de largada no GameXP, evento que ocorrerá entre os dias 25 e 28 de julho, no Rio de Janeiro, com a organização feita pela líder do entretenimento nacional, o Grupo Globo e a empresa DCSet.

Além de premiações que somam R$ 800 mil, a competição também dará vaga para a StarSeries i-League, uma das principais competições do mundo.

Modelo de franquias

Comum nos Estados Unidos, o modelo de franquias será o utilizado na competição, de maneira similar ao que acontece na NBA e na MLS.

No esporte eletrônico, organizar-se em franquias é algo que tem sido feito em ligas pelo mundo todo, principalmente nas principais ligas de League of Legends (Riot Games) e de Overwatch (Blizzard).

Já no Brasil, o grupo de empresas e clubes-empresas que farão parte do CBCS será pioneiro dessa forma de organização esportiva.

 

Sobre o autor

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós-graduando em Direito Esportivo e conselheiro do Instituto Iberoamericano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro “#Prass38”.

Sobre o blog

Não existe esporte sem regras. Entendê-las é fundamental para quem vive da prática esportiva, como também para quem comenta ou se encanta com ela. De uma maneira leve, sem perder o conteúdo indispensável, Andrei Kampff irá trazer neste espaço a palavra de especialistas sobre temas relevantes em que direito e esporte tabelam juntos.

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