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Por que Corinthians também entrou no eSport? Entenda

Andrei Kampff

12/10/2019 15h59

O esporte eletrônico deixou de ser brincadeira de criança. Ele se tornou um negócio global, bilionário, em que competições servem também como alavanca estratégica para impulsionar ainda mais a marca e a monetização.

E as questões que envolvem competições ainda estão se organizando, inclusive juridicamente. E disso a gente tem tratado aqui, contrato de trabalho do e-atleta, a necessidade de uma Justiça Esportiva, a adequação à Lei Pele, a criação de uma lei própria…

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Tudo isso irá se desenrolar rapidamente, afinal, o negócio decolou. Empresas não endêmicas já estão investindo, e até o popular Corinthians voltou a colocar a marca no negócio.

Quem conta é Nicholas Bocchi, advogado especializado em direito esportivo e colunista do Lei em Campo.


 

Banco do Brasil e o CBCS

A criação do CBCS (Campeonato Brasileiro de Counter-Strike) foi assunto aqui no Lei em Campo pode ser um ponto de virada nos eSports e até no esporte nacional.

Como foi dito naquela oportunidade, a competição já foi criada com grandes investidores, como o Grupo Globo e a DCSet. Além disso, é organizada no modelo de franquias.

A competição se torna ainda mais importante no contexto brasileiro quando se observa que a desenvolvedora do jogo, a Valve, utiliza um modelo de negócio bastante liberal, que inclusive foi objeto de análise aqui do eSports Legal.

A consolidação do cenário brasileiro de Counter-Strike é uma demanda antiga da legião de fãs que já acompanham times formados apenas por jogadores brasileiros brigarem nos principais campeonatos mundiais, porém em clubes estrangeiros.

A competição anunciou nesta semana um reforço de peso no seu quadro de patrocinadores: o Banco do Brasil, conhecido por ser grande apoiador do esporte nacional, fechou contrato até o final do ano de 2020.

A notícia é animadora para o mercado dos eSports, que pode enxergar o anúncio como um abrir dos olhos de marcas não endêmicas (e outras instituições financeiras, inclusive) para as oportunidades no esporte eletrônico.

BMW Brasil e Pain Gaming

O Banco do Brasil não foi a única marca não endêmica que entrou no jogo. A BMW, que fabrica motocicletas e automóveis, é a nova parceira do clube Pain Gaming.

Confira o vídeo-anúncio: https://www.youtube.com/watch?v=iNWuqtqAJIs

A principal função da publicidade feita por marcas como a BMW no eSport é a de rejuvenescer a marca, estratégia que já havia sido adotada por sua concorrente direta, a Mercedes, quando fez a campanha "Grow Up", que consistiu em patrocinar competições de eSport, artistas de hip hop e outros focos da cultura millennial.

O clube também conta com outro patrocinador de peso, a Coca-Cola.

Corinthians

Falando em rejuvenescer seus consumidores, o Corinthians está de volta!

O tradicional clube paulista realizou em 2017 uma parceria com o clube de eSports Red Canids, porém, a parceria, que consistia no uso recíproco das marcas, durou menos de seis meses.

Na última semana, no entanto, o SCCP anunciou sua reentrada nos eSports com um time do jogo Free Fire, que cresceu muito no último ano.

Os times do Sport Club Corinthians Paulista no eSport serão coordenados pela Immortals, empresa já consolidada no mercado internacional de esportes eletrônicos.

O interesse de clubes esportivos tradicionais no eSport não é novo. O Flamengo, por exemplo, acaba de ser campeão brasileiro e representou o Brasil no campeonato mundial de League of Legends.

Santos, Manchester City, Schalke04 são outros exemplos de clubes que investem em times de eSports que não são apenas de jogos que simulam o futebol.

Já foi discutido qual o interesse no esporte eletrônico por parte dos investidores que já têm outro produto esportivo aqui no eSports Legal.

Deem feedback

Já há alguns meses que não são levantadas questões de business e mercado no esporte eletrônico aqui no eSport Legal.

Gostaria de saber dos leitores: devo trazer esse tipo de conteúdo também ou devo focar mais nas questões jurídicas?

Se tiverem sugestões de assuntos ou dúvidas, a sessão de comentários é logo abaixo!

Sobre o autor

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós-graduando em Direito Esportivo e conselheiro do Instituto Iberoamericano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro “#Prass38”.

Sobre o blog

Não existe esporte sem regras. Entendê-las é fundamental para quem vive da prática esportiva, como também para quem comenta ou se encanta com ela. De uma maneira leve, sem perder o conteúdo indispensável, Andrei Kampff irá trazer neste espaço a palavra de especialistas sobre temas relevantes em que direito e esporte tabelam juntos.

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