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Novas gestões no esporte têm investido em programa que atrai patrocinadores

Andrei Kampff

14/01/2020 18h00

O senso comum traz uma ideia de ineficiência, falta de transparência e de ética de nossos gestores esportivos. Esse imaginário coletivo vem naturalmente de uma histórico de problemas na administração de clubes e entidades esportivas.

Escândalos de corrupção, apadrinhamento, falta de profissionais qualificados. E, além de tudo isso, um total descomprometimento com a prestação de contas para o conselho, para os sócios e, nos casos dos clubes, para o próprio torcedor.

Tem uma palavra que entrou passou a ser conhecida só recentemente no meio esportivo, quando se passou a discutir mais sobre a importância da profissionalização da gestão no esporte: compliance.

Apesar de muitos já terem ouvido, poucos ainda sabem o que é, e ainda há menos pessoas que entendem a importância da aplicação de compliance no seu clube, ou entidade esportiva.

Resumindo, compliance é compromisso com transparência, ética, leis e regulamentos internos. Aplicar plano de integridade é assumir compromisso não só com o presente, como também com o futuro da entidade.

Um caminho indispensável para o esporte.

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Afinal, o esporte, que mobiliza paixões, também alimenta ambição política, interesses obscuros e corrupção. Portanto, todo gesto que demonstre transparência é mais do que um compromisso legal, é um dever moral de todo dirigente responsável. E ajuda muito na captação de patrocinadores, e também na escolha de um parceiro certo nessa hora. Algumas entidades esportivas já estão tomando esse caminho.

Quem explica a importância de um plano de integridade também na escolha de patrocinadores é Nilo Patussi, advogado especializado em Compliance e Gestão do Esporte, e colunista do Lei em Campo.

 

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Patrocinadores, os parceiros dos programas de integridade.
Não é novidade para ninguém que os programas de integridade – Compliance – já estão incorporados no dia a dia das grande empresas, principalmente as multinacionais, do mundo corporativo e essa situação faz com que as entidades esportivas que queiram seus investimentos ou patrocínios estejam também, de alguma forma, comprometidos com as boas práticas desses programas.
A cada dia que passa mais empresas que visam o esporte como uma oportunidade de marketing necessitam que os clubes, federações ou Confederações estejam de acordo com as suas diretrizes de integridade, pois precisam, através de seus due diligence, que seus parceiros também sigam essas regras.
Para "conquistar" um patrocinador, hoje em dia, está mais complicado para as entidades esportivas, pois, além de necessariamente precisarem seguir a lei e coibir práticas de corrupção, algumas das grande empresas que investem no esporte estão exigindo dos seu parceiros um mínimo de compromisso ético e íntegro.
Existe, inclusive, entre outros programas de grandes marcas bem relacionadas, o Rating Integra, oriundo do Pacto pelo esporte. Esse programa é um acordo de empresas dispostas a patrocinar entidades esportivas, mas que, para isso, os clubes ou entidades que administram o esporte estejam comprometidos em seguir uma série de compromissos contra a corrupção, a lavagem de dinheiro e a favor de boa administração, transparência, ética e integridade.
A algum tempo falava-se sobre a impossibilidade disso acontecer no esporte, mas temos visto, além de vestires modernos e comprometidos com uma administração seria e transparente, que as patrocinadores também vem fazendo com que o "negócio" esporte também evolua sob o aspecto do Compliance.
O caminho para o esporte chegar onde precisa nessas questões de ética, integridade e transparência ainda é longo e árduo, mas com essas empresas incentivando as boas práticas em troca de investimentos certamente teremos sucesso no médio ou longo prazo.

Sobre o autor

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós-graduando em Direito Esportivo e conselheiro do Instituto Iberoamericano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro “#Prass38”.

Sobre o blog

Não existe esporte sem regras. Entendê-las é fundamental para quem vive da prática esportiva, como também para quem comenta ou se encanta com ela. De uma maneira leve, sem perder o conteúdo indispensável, Andrei Kampff irá trazer neste espaço a palavra de especialistas sobre temas relevantes em que direito e esporte tabelam juntos.

Lei em Campo, por Andrei Kampff