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Ceará quer que CBF não escale árbitros de MG e RJ em jogos do time

Andrei Kampff

03/11/2019 14h13

O lance questionado pelo Ceará que mostraria Bergson em posição legal/ Reprodução: Premiere

Após a derrota para o Palmeiras por 1 a 0 no Allianz Parque, na noite deste sábado (02), o Ceará saiu do gramado com a sensação de que o resultado foi injusto. Além das chances criadas, e perdidas pela equipe comandada por Adílson Batista, a diretoria do clube acredita que o time foi prejudicado pela arbitragem. Por isso, o presidente Robinson de Castro, promete que o time vai nesta segunda-feira, 4, até à CBF pedir que juízes de Minas Gerais e Rio de Janeiro não trabalhem nas partidas do Ceará daqui até o fim do Campeonato Brasileiro.

"Vamos protocolar ofício na CBF. Não pode ter trabalhando nos nossos jogos árbitros mineiros e cariocas, houve erro do VAR novamente. Só nos resta espernear", afirmou Robinson de Castro, em contato com o Lei em Campo.

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Com 33 pontos em 30 jogos, o Ceará está na 15ª posição na tabela, apenas dois pontos acima do Fluminense, primeiro time dentro da zona de rebaixamento (diferença que pode diminuir se o CSA vencer o Athletico neste domingo). Lutando para escapar da Série B, o Ceará tem como adversários os cariocas Fluminense e Vasco, e os mineiros Cruzeiro e Atlético-MG.

No sábado, apenas o quarto árbitro, Rodrigo Gomes Paes Domingues (SP), não integrava o quadro de arbitragem de Minas Gerais. O árbitro Felipe Fernandes de Lima, os dois assistentes, Felipe Alan Costa de Oliveira e Marcus Vinicius Gomes, além do árbitro de vídeo, Igor Junio Benevenuto de Oliveira, e os assistentes do VAR, Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira e Celso Luiz da Silva, todos são de Minas Gerais.

O lance reclamado pelos cearenses contra o Palmeiras aconteceu aos 41 minutos do segundo tempo, quando Bergson recebeu na entrada da área alviverde e rolou para Felipe Baixola igualar o jogo. Porém, o lance foi anulado pelo árbitro de vídeo.

O Ceará também julga ter sido prejudicado nos jogos contra Internacional, Fortaleza, Chapecoense, São Paulo, Flamengo, Athletico, Corinthians e Botafogo. Depois do jogo contra o São Paulo, no Morumbi, quando o Tricolor venceu por 1 a 0, gol do estreante Daniel Alves, o Ceará reclamou muito de um pênalti não marcado sobre Felippe Cardoso, após o jogador ser abalroado pelo goleiro são-paulino Tiago Volpi.

Dias depois desse jogo, Robinson de Castro, acompanhado do presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, e do presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, forem até a CBF reclamar sobre a atuação do VAR.

Por Thiago Braga

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Sobre o autor

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós-graduando em Direito Esportivo e conselheiro do Instituto Iberoamericano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro “#Prass38”.

Sobre o blog

Não existe esporte sem regras. Entendê-las é fundamental para quem vive da prática esportiva, como também para quem comenta ou se encanta com ela. De uma maneira leve, sem perder o conteúdo indispensável, Andrei Kampff irá trazer neste espaço a palavra de especialistas sobre temas relevantes em que direito e esporte tabelam juntos.

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