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Sem saber se contará com Rússia, Japão usa ícones para promover Olimpíadas

Andrei Kampff

05/01/2020 04h00

O ano começa com uma gigantesca interrogação no esporte: a Rússia irá participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio?

Faltam sete meses, e hoje a resposta mais provável é não.

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A potência olímpica foi desmascarada depois de uma denúncia de um casal do esporte em 2015 . A trajetória de conquistas recentes da Rússia mostrou ser frágil tal qual um castelo de cartas. Afinal, ela estava contaminada por algo grave, o doping. E para piorar: foi uma política estatal de dopagem que arquitetou, financiou e pôs em prática esse crime esportivo.

O doping é tratado de maneira severa no esporte. Afinal, ele fere um dos princípios mais caros ao esporte olímpico, o da "jogo limpo". Depois de flagrada e punida por esse doping coletivo em vários eventos esportivos nos anos 2000 (inclusive sendo banida dos Jogos Olímpicos) , a Rússia foi obrigada e entregar arquivos a WADA, Agencia Mundial Antidoping. Esse acordo fazia parte de uma negociação para o país voltar a competir internacionalmente em várias modalidades.

A WADA analisou os dados e apontou inconsistências. A Rússia seguiu atrapalhando as investigações!. O Comitê de Conformidade da Agência Mundial pediu a exclusão do país dos principais eventos do calendário esportivo mundial, o que foi confirmado pela entidade.

O país já recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte, esfera competente do mundo jurídico esportivo para analisar o caso. Mesmo se perder, ainda pode apelar ao Tribunal Suiço. Essa batalha promete ser intensa até momentos antes dos jogos começarem.

Ainda sem saber se contará com essa potência, o Japão trabalha para mobilizar o planeta sobre evento usando ícones da cultura japonesa.

Quem escreve sobre a estratégia de marketing dos jogos de Tóquio é Gustavo Lopes, advogado especializado em Direito Esportivo e colunista do Lei em Campo. 

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Enfim a espera por mais uma edição dos Jogos Olímpicos de verão vai chegando ao fim. Após os inesquecíveis Jogos do Rio 2016, o maior evento esportivo do planeta desembarcará este ano em Tóquio.

Os Jogos nem começaram, mas os japoneses já tem dado um verdadeiro show nas estratégias de marketing para promover suas Olimpíadas.

Logo na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, Tóquio se apresentou com grandes ícones da cultura pop como Super Mário e Pac-man.

Mais recentemente, a organização anunciou Goku, o famoso personagem da série "Dragon Ball", como o mais novo embaixador dos Jogos.

Além disso, noticia-se que outros grandes personagens do anime japonês irão promover os Jogos sob o slogan "Ganbare Nippon" – algo como "Faça Seu Melhor, Japão!". Estariam entre eles: Oliver Atom, Naruto, Crayon Shin-Chan, Shin Chan, Yo-kai Watch e Sailor Moon.

Assim, os japoneses utilizam com maestria os seus famosos animes e os videogames para promoverem os Jogos Olímpicos de Tóquio.

A estratégia de utilizar os grandes ícones nacionais conhecidos no mundo para promoção dos Jogos também foi utilizada em Londres 2012 que teve na abertura das suas Olimpíadas menções ao James Bond (Agente 007), Peter pan, Alice no País das Maravilhas e Mr Bean.

O Rio, apesar de ter tido menções a Santos Dumont, bossa nova, Gisele Bündchen, Oscar Niemeyere samba na abertura dos Jogos Olímpicos, não utilizou alguns dos grandes ícones brasileiros internacionais como Pelé, Ayrton Senna, Turma da Mônica, caipirinha ou Carmem Miranda para promover os jogos.

Pelé e Senna, aliás, são os dois brasileiros mais conhecidos do mundo e não tiveram qualquer menção ligada aos jogos.

Ainda faltam 7 meses para os Jogos Olímpicos de Tóquio, mas os japoneses já tem conseguido dia após dias atiçar a curiosidade e chamar todos os olhos do mundo para o Japão.

 

Sobre o autor

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós-graduando em Direito Esportivo e conselheiro do Instituto Iberoamericano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro “#Prass38”.

Sobre o blog

Não existe esporte sem regras. Entendê-las é fundamental para quem vive da prática esportiva, como também para quem comenta ou se encanta com ela. De uma maneira leve, sem perder o conteúdo indispensável, Andrei Kampff irá trazer neste espaço a palavra de especialistas sobre temas relevantes em que direito e esporte tabelam juntos.

Lei em Campo, por Andrei Kampff